Viver a tapar a boca
Antes do tratamento definitivo, a Dina vivia com medo de sorrir e com receio constante de que algo corresse mal ao comer.
Tinha de ter cuidado em cada refeição, com medo de partir, soltar ou estragar alguma coisa, e isso afetava a forma como se relacionava com os outros.
Sorrir, brincar, conversar à vontade… tudo vinha acompanhado da necessidade de tapar a boca e de controlar cada gesto.


